Conversão pastoral e renovação missionária das Paróquias

Queridos irmãos e irmãs, somos o Povo de Deus nessa Diocese! Bispo, Padres e Diáconos, Religiosas e Religiosos, Leigas e Leigos, entre os quais estão nossos seminaristas. Somos os discípulos missionários de Jesus Cristo, convocados à missão nesta terra abençoada.

Nossa missão, recebe, da Conferência de Aparecida, uma luz necessária: a conversão pastoral e a renovação missionária de nossas comunidades. Conversão pastoral e renovação missionária estão intimamente conectadas; uma conduz à outra. Retomo duas afirmações de Aparecida:

– “Nenhuma comunidade deve se isentar de entrar decididamente, com todas suas forças, nos processos constantes de renovação missionária, de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DAp 379).

– “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária… fazendo com que a Igreja se manifeste como uma mãe que nos sai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária” (DAp 384).

Deste modo, a Diocese precisa compreender e assumir um Projeto Pastoral que favoreça a “pastoral orgânica” e seja “uma resposta consciente e eficaz para atender as exigências do mundo de hoje”. Queremos chegar lá! Que as Paróquias, com suas muitas comunidades, os santuários e a reitoria, possam fazer a necessária experiência de “ser Igreja, caminhar juntos, participar”!

Indicamos dois caminhos concretos: a setorização e a pastoral do Dízimo, fundamentados nos documentos da Igreja do Brasil.

  1. A setorização – Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral da paróquia, CNBB, Documento 100. “A setorização é um meio”, ou seja, não basta demarcar um território, enumerar quadras ou ruas para formar uma comunidade menor. “É preciso identificar quem vai pastorear, animar e coordenar as pequenas comunidades”. Portanto, sem lideranças bem preparadas, a setorização por si mesma “não renova a vida paroquial”. É importante que a estrutura seja simples, evitando estruturar uma mini-paróquia, garantindo “que as pessoas se empenhem mais em viver na comunidade”. Mas não podemos dispensar o planejamento paroquial. “Será preciso também um novo planejamento da paróquia como rede, evitando a concentração de todas as atividades na matriz. Mais do que multiplicar o trabalho do pároco, trata-se de uma nova organização, com maior delegação de responsabilidades para leigos e religiosos que atuam na paróquia” (n. 245).
  2. Pastoral do Dízimo – O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas, CNBB, Documento 106. Em nossa diocese há muitas iniciativas relativas à Pastoral do dízimo. Não é questão de desconsiderá-las, mas temos necessidade de que o Dízimo seja uma Pastoral com características diocesanas. Para isso nos basearemos no documento acima mencionado. Ele “a. Indica elementos bíblicos e teológicos fundamentais para a compreensão do dízimo; b. Esclarece conceitos e termos para favorecer a compreensão e superar eventuais equívocos; c. Oferece orientações gerais a respeito da Pastoral do Dízimo, em vista das escolhas a serem feitas localmente; d. Emprega uma linguagem propositiva, respeitando a diversidade cultural e a Identidade das Igrejas particulares” (n. 3).

Assim, a setorização de nossas paróquias e a implantação da Pastoral do Dízimo são duas pistas concretas para vislumbrar um Projeto Pastoral Diocesano e abrir espaços concretos de conversão pastoral de nossa Diocese, que passa pela conversão pastoral e renovação missionária de nossas 20 paróquias, 2 santuários e 1 reitoria.

 

+ Edmar Peron

Bispo de Paranaguá